sexta-feira, 30 de novembro de 2012





Obesidade Infantil – como tratar esse tema ?

A obesidade infantil aumentou 5 vezes nos últimos 20 anos no Brasil e atinge 10% das crianças brasileiras.

Por que isso ocorreu ? Principalmente por sedentarismo e hábitos alimentares inadequados, proporcionando um desequilíbrio nutricional.

A obesidade é gerada pela interação de três fatores - genético/ cultural/ ambiental, sendo:
25% fator genético
30% fator cultural
45% fator ambiental (especialmente pelo ambiente familiar compartilhado)

Devemos lembrar também, que muitas vezes a obesidade infantil começa muito antes do nascimento da criança ainda no útero materno. Isto ocorre quando existe a desnutrição do feto por privação de nutrientes, principalmente se esta ocorrer após a 30ª  semana de gravidez e durar até o 1º aniversário. Problemas ainda no útero como escassez de alimento, problema placentário, infecções, uso de drogas e tabaco são apenas alguns fatores que podem causar a desnutrição do feto que causa então um estímulo para a produção de células gordurosas (adipócitos)

Assim que essa carência for resolvida, essas crianças terão uma chance bem aumentada de serem obesos. Além de mais gordura, terão alterações nos centros reguladores do apetite.
Quando crescerem, serão mais acometidas de diabete II, hiper tensão e cardiopatias do que as crianças que não passaram privação nessa fase  inicial da vida.

Portanto, a futura mamãe tem grande responsabilidade antes, durante  e após o nascimento. Por que não dizer  até a vida adulta, pois é ela quem coloca o alimento dentro de casa bem como providencia a sua preparação. A  partir daí é que são formados os hábitos alimentares da família.

Quando vamos tratar uma criança obesa, devemos começar pelos pais, numa verdadeira reeducação alimentar e nutricional da família como um todo, mudando gradativamente o hábito e estilo de vida familiar  em busca de um modo mais saudável de vida .

Essas atitudes reforçam o compromisso de toda família com a saúde de seus membros, inclusive passando por trocas como  o pijama de Domingo pelo agasalho, e o chinelo por tênis.
E não só aos Domingos , mas desejavelmente ao menos três vezes por semana .
Esses pais devem encarar o tratamento dessa criança obesa como um novo modo de viver e não como uma tortura que logo vai acabar (essa é a diferença de programa e processo)  sendo o processo para a vida toda.
A orientação dos pais é ponto fundamental para o sucesso no tratamento.
Estar bem orientado sobre a melhor maneira de agir com essa criança  é de suma importância.
Saber que nessa fase da vida da criança, mais importante que perder peso ,é  promover uma mudança de hábitos alimentares e de estilo de vida,  que levem a um emagrecimento saudável .

Lembre-se : Crescer sem gordura já é emagrecer !

Quando a família é obesa, não se pode tratar somente um membro isolado, como se esse não fosse um problema de todos.

No próximo post falarei sobre mudanças práticas na reeducação alimentar das crianças.

Helena Bernardo
Nutricionista

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